A arte de construir ruínas
Adriano Garib

Primeiro romance do ator, jornalista e ficcionista Adriano Garib, A Arte de Construir Ruínas traz uma narrativa envolvente, na qual o autor expõe uma realidade crua, que surpreende, mas também diverte, por um realismo fantástico que se faz notar.

No epicentro da história está Angelo, artista com sua obra inacabada, que se arrasta por toda a sua vida, e orbitando ao seu redor estão outros três personagens, Tina, Zilda e Francisco, que podem ser comparados a um quarteto de cordas pelo sofisticado entrelaçamento musical de vozes, segundo o poeta e dramaturgo Maurício Arruda Mendonça, que assina o prefácio. “São quatro existências à mercê do tempo numa narrativa que salta, descontínua, ela própria em ruínas. A nós, leitores, é deixada a tarefa de recolher os cacos dessa história fragmentada, prismática, como nossas próprias vidas, permanentemente editadas por nossas percepções, formadas de encontros ao acaso, que vão adquirindo sentido pelos afetos que neles investimos”, define.

A narrativa é outro ponto forte desse romance. A cada personagem, não por acaso, é aplicada uma conjunção pronominal específica. A parte de Angelo é narrada em terceira pessoa com alternâncias para a primeira; já a de Tina surpreende pela velocidade em que nos é contada, em primeira pessoa, sem qualquer pontuação, simulando o fluxo de pensamento minutos antes de dormir. A terceira, Zilda, segundo o autor, é uma anti-heroína melodramática e vemos 20 anos de sua vida desenrolar pelas páginas da obra, também narrada em terceira pessoa e com alternâncias para a primeira. Por último temos Francisco, um senhor acima dos 90 anos em que toda sua jornada é contada em segunda pessoa. Personagem que ganha tamanha ênfase no romance e que chega a despertar a dúvida no leitor sobre quem está no epicentro desta saga.

De acordo com Adriano Garib, quando pensou em escrever este livro, já tinha a história na cabeça, mas que, assim como a obra, a história do personagem central, Angelo, foi mudando e se reescrevendo com o tempo. “Um reflexo do que somos durante a vida”, explica Garib.

“A arte de Construir Ruínas” é um livro que tem a participação de vários artistas, traz na capa a tela de Claudio Francisco da Costa, artista plástico que a concebeu exclusivamente para esta finalidade, dando a ela o status de obra de arte. O prefácio é do poeta e dramaturgo Maurício Arruda Mendonça, que endossa o romance de Garib, e o projeto gráfico elaborado por Marcos Losnak traz na parte interna letras em ruínas, criadas a partir de papelão e desgastadas pelo tempo.

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